A esperança permanece

“Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais cousas sucederam” (Lucas 24:21).

No evangelho de Lucas encontramos um episódio marcante.
É o relato de dois discípulos que estavam a caminho de seu vilarejo numa tarde de domingo, e, enquanto caminhavam, conversavam sobre os acontecimentos relacionados à morte de Jesus.
Um estranho se aproximou e passou a acompanhá-los, observando como estavam tristes.
Eles contaram para o suposto estranho como o Sumo Sacerdote entregara Jesus para ser crucificado.
Então eles disseram: “Nós esperávamos que fosse Ele a redimir Israel”.
Eles disseram ‘nós esperávamos’, em outras palavras, eles disseram que tiveram esperança, mas agora não tinham mais.
Não há nada mais devastador do que a perda da esperança.
Para aqueles discípulos, a esperança se fora.
Aquele que esperavam que fosse o Redentor de Israel, em suas mentes estava morto.
E com Sua morte, a esperança deles morria.
Podemos em alguma área da vida, ou em algum momento, perder a esperança.
Desde coisas pouco relevantes, como nosso time perder um campeonato, ou coisas mais sérias como problemas de saúde, a perda de um emprego, ou problemas com as pessoas que amamos.
Mas nós, os que cremos no Cristo ressuscitado, nunca devemos desistir da esperança, porque ela é a essência da vida cristã. (1 Coríntios 13:13). 

Únicos

“Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras” (1 Samuel 8:19,20).

Estudos mostram que quando uma determinada equipe de futebol está vencendo torneios e campeonatos ela agrega em seu grupo de novos torcedores muitos meninos entre 7 e 12 anos.
A adesão deve-se ao fato de que primeiro ninguém quer torcer para um time que esteja perdendo e segundo porque a pressão do grupo faz a garotada desejar “ser como os outros”.
A nação de Israel passou por essa experiência: queriam um rei, exatamente como as outras nações.
Eles se recusaram a ouvir o profeta e sacerdote Samuel, queriam fazer as coisas como todas as outras nações faziam.
Mas, esse não é um problema dos “meninos” que trocam de time, também não é um problema apenas da histórica nação de Israel…
Na verdade é o nosso problema!
Como indivíduos somos tentados a seguir as modas impostas, grifes, marcas, lugares, etc..
Como igreja, corremos o risco de desejar clonar as igrejas que parecem mais bem sucedidas.
A história de Israel nos mostra que a escolha deles os levou a muitos problemas e a experiência dos meninos que abraçam novos times a cada nova competição é que quem ganha hoje pode perder amanhã.
Por isso, se desejamos ser verdadeiramente bem sucedidos na vida não devemos buscar copiar o outro, mas encontrar nossa singularidade em dons e talentos. 

Salvação

“Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:18).

Quando consideramos a teimosia e rebeldia humana, deveríamos perguntar: por que Deus se importaria em salvar pecadores?
Por que ofereceria Seu único e amado filho em nosso favor para sofrer os horrores e angústias desse mundo sobre a cruz?
A Bíblia nos diz que a salvação…
1. Revela o caráter de Deus e, por conseguinte, traz glórias ao Seu nome (Efésios 1:6; Filipenses 2:11).
2. Revela o amor de Deus.
Enviar Seu próprio filho demonstrou o grande amor de Deus, nos declara que Deus providenciou a salvação porque Ele é um Deus de amor (João 3:16; 1 João 4:7-10; 16).
3. É obra de Sua graça.
Salvação não depende dos nossos méritos (Efésios 2:7-9).
Unicamente o Cristianismo bíblico oferece a salvação baseada na graça e não nas obras.
Todas as outras manifestações religiosas do mundo demandam que o homem salve-se a si mesmo.
4. Manifesta a santidade de Deus.
Deus provê salvação por meio da pessoa e obra de Seu filho porque Ele é santo.
Em Seu amor e graça Deus deseja ter comunhão conosco mas a rebeldia humana e o pecado criam uma barreira entre nós e Deus porque Ele é santo.
No entanto, o amor e a santidade de Deus são satisfeitas pela obra de Seu filho Jesus que nos reconcilia a comunhão. 

Mudança através da regeneração

“E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram” (Marcos 5:15).

Os homens não poucas vezes colocam suas esperanças de mudança nas reformas sociais, essas geralmente são moderadamente eficientes, mas lentas e, quando implementadas, nem sempre são realmente boas.
Outros pensam que a esperança está na revolução, essas produzem mudanças rápidas, mas geralmente se dão por meio de luta armada; são sangrentas e indesejadas.
A Bíblia nos apresenta a esperança social como subproduto de regeneração.
O alvo do cristão não é mudar a sociedade, mas mudar os homens, um de cada vez com a regeneradora mensagem do Jesus.
A história do endemoninhado de Gadara bem ilustra essa verdade.
O Cristianismo não tem por objetivo apenas colocar uma nova roupa no homem, mas colocar um novo homem na roupa.
Jesus enviou aquele homem regenerado de volta a sua casa, e a mensagem regeneradora alcançou toda a Decápolis (dez cidades).
Quando finalmente Jesus retornou àquele lugar, o mesmo lugar em que tinha sido rejeitado anteriormente, foi recebido por milhares de pessoas, por quê?
Porque um ex-endemoninhado, agora regenerado, viveu de modo diferente e anunciou a mensagem de esperança em Cristo.
Que possamos viver um estilo de vida que demonstre essa regeneração e mudar a sociedade uma pessoa de cada vez.

Sob divina direção

“Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” (Salmos 23:2, 3).

As histórias da Bíblia são tão claras: Deus procura pessoas dispostas a saírem de sua zona de conforto.
Pense nas histórias: Moisés guiando um povo no deserto, Gideão assumindo a liderança, Maria entregando-se para gerar o Filho de Deus.
A verdade é que nosso conforto é uma mera ilusão, podemos sentar como expectadores até que o impacto das mudanças nos alcance ou podemos nos adaptar rapidamente sob a liderança divina e desfrutarmos da aventura de segui-lo.
Quando o povo de Israel entrou na terra prometida, Deus lhes disse que deveriam seguir a Arca à distância: “Haja contudo, entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes” (Josué 3:4).
Seguiam à distância, pois era um caminho novo, por onde nunca tinham passado.
Deus muitas vezes nos guia por caminhos onde nunca estivemos antes e quando isso acontece devemos confiar na sua direção e continuar caminhando. 

É necessário compartilhar

“Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Romanos 12:5).

Os líderes que foram mais eficazes ao longo da história apresentaram o que chamo de uma fé profunda.
A imagem é como de um poço, de onde as pessoas podem retirar a sua água e beber dessa água.
Mas a questão aqui é muito simples, nós não podemos ter um poço de fé apenas no nosso próprio quintal; se a única experiência que você depende para estimular a sua fé são as suas experiências, você então tem uma estrutura muito frágil.
Quando eu presto atenção nos que estão ao meu lado, aquilo começa a mexer no meu interior, eu começo a entender que este é o mesmo Deus a quem eu sirvo, este não é apenas o Deus que está interessado na vida deles, mas é o Deus que também está interessado na
minha vida.
Muitos líderes estão se arrebentando porque os líderes têm a tendência de se tornarem ilhas, e o único poço de onde eles podem beber estímulo para a sua fé é o seu poço privado.
Eles têm uma vida particular, sozinha, solitária; mas isso vai produzir uma liderança fragilizada.
Nós precisamos ter outras pessoas com quem podemos compartilhar e confiar, e saber que aquilo que Deus está fazendo na vida deles, Deus também poderá fazer por nós. 

Simples assim

“Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se arrependam” (Atos 17:30).

Nós precisamos de Deus.
Estamos vivendo um momento muito triste de consumismo exagerado, onde até mesmo algumas igrejas que deveriam ser porta-vozes do Evangelho, estão se curvando a um ‘profetismo’ do consumo.
Elas profetizam o consumo, como se o deus do consumo pudesse sustentar a alma humana.
Talvez você esteja passando por esta dificuldade.
Volte depressa os seus olhos para Deus.
Pois Deus é o seu Grande Sustentador.
Deus é o Criador de todas as coisas, é o Governante, portanto, o Sustentador de todas as coisas.
O apóstolo Paulo nos apresenta Deus também como sendo o Salvador.
Os gregos eram considerados cultos.
Mas, no versículo acima, Paulo lhes diz que eles falharam, pois não conseguiram encontrar Deus.
Realmente, se eles haviam falhado em encontrar Deus, tudo que eles desfrutaram foi um tempo de ignorância.
Paulo lhes estava dizendo que com toda a sua sabedoria, cultura, eles eram ignorantes, pois não reconheciam O Deus verdadeiro.
Paulo ainda lhes disse que Deus estava avisando a todos os homens que se arrependessem dos seus pecados e, apenas cressem n’Ele como O Verdadeiro Deus.
E no meio daqueles gregos alguns ousaram crer, ousaram se render à palavra de Deus. 

A anatomia da mentira em pauta

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4:25).

Não me lembro de ter ouvido tantas vezes como ultimamente as seguintes palavras: ética, verdade, mentira, decoro, honestidade, desonestidade.
Isso me faz pensar na anatomia da mentira.
Mentira, de acordo com o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é: “ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude.
Qualquer coisa feita na intenção de enganar ou transmitir falsa impressão”.
A) Ato.
Mentira não se dá por acidente é fruto da vontade.
B) Intenção.
Mentira tem propósito, tem a intenção de perverter a verdade.
Como alguém já disse com muita propriedade: A verdade existe, as mentiras são inventadas.
Por que a mentira é tão sedutora?
Para alguns, a mentira é o caminho mais “fácil” para se livrar de uma situação difícil.
Para outros o caminho mais “barato” para se livrarem de uma situação que custa caro, e ainda outros a veem como o caminho mais “curto” para se livrarem de longas consequências.
Somando-se ainda o fato de que maioria das pessoas está mais propensa a responder as emoções do que aos fatos, isto torna a mentira extremamente sedutora.
Por esta razão, o mentiroso tem sempre o cuidado de dizer o que os outros querem ouvir, e claro misturarem vários fatos, a fim de que a mentira pareça-se mais com a verdade.
Porém, os seguidores de Cristo, pautam-se sempre pela verdade. 

O triunfo da fidelidade – 3

“E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor foi sobre tudo que tinha, na casa e no campo” (Gênesis 39:5).

A segunda divisão na vida de José é: José e Potifar.
Potifar comprou José dos ismaelitas.
José foi tão correto, fiel, que Potifar reconheceu que Deus estava com ele.
O sucesso de José era tão impressionante que se percebia claramente que uma manifestação sobrenatural estava acontecendo.
Esse fato é evidenciado pela presença de Deus em José.
Nota-se a ênfase da Presença de Deus com ele.
Podemos ver isso em Gênesis 39:2-5.
No versículo 2c nós podemos ver o seguinte: “…e estava na casa de seu senhor egípcio”.
No versículo 4a, b nós podemos ver: “Logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa”.
Deus estava com José e este era o segredo de ser tão bem-sucedido.
A prosperidade de José não era algo como uma varinha de condão, ele continuava sendo escravo, mas ele era fiel.
José estava vivendo o triunfo da fidelidade.
José era escravo, ele servia porque entendia que para ser fiel a Deus, precisava ser fiel aos homens.
Algumas pessoas querem ser fiéis a Deus, mas não são fiéis aos homens.
Traem e são dissimuladas.
Precisamos entender que servimos a Deus servindo aos homens.

Só devemos nos rebelar contra os homens, quando a vontade deles é contra a vontade de Deus. 
O triunfo da fidelidade – 2

“E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém” (Gênesis 37:12).

No capítulo 37 de Gênesis, vv. 12 a 18, encontramos a transição na vida de José.
Dotã ficava 32 km ao norte de Siquém. Era um lugar conhecido por ter boa pastagem, e por ter uma área por onde passavam muitas caravanas de comerciantes.
Os irmãos de José haviam dito que iriam a Siquém apascentar o rebanho de seu pai.
Mas, estavam em Dotã.
A verdade é que José era um filho fiel no meio de filhos infiéis.
É importante termos em mente, que o autor sagrado quer nos mostrar como o grande líder José, estava sendo moldado por Deus.
Um traço importante que podemos notar nesta passagem é a indiscutível fidelidade de José para com seu pai.
O ensinamento é claro: fidelidade é fundamental, mesmo nas pequenas coisas.
Seus irmãos decidiram lhe tirar a vida.
Mas, afinal se contentaram em vendê-lo como escravo.
Ele recebeu um tratamento repugnante.
Porém, as promessas que ele tinha da parte de Deus, fizeram com que ele nunca perdesse as esperanças.
Um dia, ele veria com os próprios olhos, o triunfo da fidelidade.
O que encontramos aqui é alguém disposto a viver dependendo de Deus.
Algumas vezes, nós também enfrentamos situações difíceis, enfrentamos maus tratos, dificuldades.
Algumas vezes recebemos como pagamento da nossa fidelidade, injustiça e traição.

Mas, mesmo assim, não devemos desistir de Deus. Deus sempre cumpre as Suas Promessas.