O triunfo da fidelidade – 1

“Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; e estava este mancebo com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai” (Gênesis 37:2).

Abraão teve dois filhos: Ismael, filho de Hagar, serva de Sara, e Isaque, filho de Sara.
Isaque por sua vez teve dois filhos: Esaú e Jacó.
O segundo tem uma história bem interessante.
Um nome sugestivo: enganador.
Mas, ele teve o seu caráter transformado, bem como o seu nome, de Jacó para Israel, “Príncipe com Deus ou Campeão com Deus”.
Jacó teve uma grande família.
Doze filhos e uma filha.
José era um desses filhos, e com a vida de José nós aprendemos uma grande lição: o triunfo da fidelidade.
A vida de José pode ser dividida em quatro partes principais: José e sua família; José e Potifar; José e os prisioneiros; José e o Faraó.
Vamos falar sobre José e sua família: Em Gênesis capítulo 37, versículos de 1 a 3, o texto começa dizendo que é a história de Jacó.
Continuando a leitura do texto, vemos José com dezessete anos.
A ligação entre Jacó e José era tão estreita, que quando o texto nos diz “esta é a história de Jacó”, ele começa a nos contar a história de José.
A história dos dois se mistura de uma forma interessante.
E acaba apresentando lições espirituais importantes para as nossas vidas.
José era fiel.

Você conhece o Espírito Santo?

“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi…” (1 Samuel 16:13).

Em muitos lugares o Espírito Santo é lembrado como uma força ou um poder, outras vezes como um canal entre nós e Deus e, é claro que Ele é muito mais do que isso.
Nosso desafio é conhecermos mais a respeito d’Ele.
A palavra de Deus nos fala muito a respeito do Espírito, inclusive nos dá algumas formas para podermos entendê-lo melhor, como por exemplo 1 Samuel 16:13 que nos fala sobre o óleo.
Quando um sacerdote ungia alguém, essa pessoa era cheia do Espírito Santo para poder cumprir a missão que Deus havia designado.
O óleo só representava algo que estava acontecendo dentro da pessoa, o derramar do Espírito sobre ela.
No versículo 14 vemos “E o Espírito do Senhor se retirou de Saul…”.
Da mesma forma que o Espírito entrava, Ele também poderia sair.
E isso é um pesadelo para muitas pessoas ainda hoje.
O Novo Testamento nos diz em João 14.17 “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”.
Isso quer dizer que quando recebemos Cristo como nosso Salvador, nos tornamos a habitação permanente do Espírito Santo e jamais perderemos essa unção.

Confiança em meio às mudanças

“Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo” (Isaías 43:19).

A profecia de Isaías faz referência a Deus preparando um novo caminho para o retorno do seu povo do cativeiro babilônio…
Isso seria algo novo!
Mas, posteriormente muitos, sabemos dos livros do Antigo Testamento, não tinham mais o desejo de voltar para Jerusalém.
O novo parece assustar a maioria das pessoas!
O escritor Howard Hendricks lista cinco atitudes que as pessoas têm em relação à mudança:
1. Inovadores (2.6%), geram novas ideias;
2. Adaptador rápido (13.4%);
3. Lenta Maioria (34%);
4. Maioria relutante (34%);
5. Antagonistas (16%).
Mudanças são necessárias e fazem parte de nossa experiência humana e de nossa experiência na fé.
Algumas vezes temos que mudar de atividade profissional, outras temos que mudar de cidade.
Seja qual for nossa mudança, se ela vem sob a direção divina, devemos confiar nos frutos que Deus trará nessa mudança.
Deus prometeu a Israel que faria caminho no deserto e rios nos lugares ermos.
Nosso Deus é poderoso e capaz de nos dar toda a provisão necessária para lidarmos com desafios das mudanças em nossas vidas.
Mudanças têm um custo, algumas vezes são grandes passos a serem tomados, mas, mais importante que continuar fazendo as coisas como sempre fizemos, é confiar e agradar a Deus.

Exalando o perfume de Cristo

“Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (João 12:3).

A palavra de Deus em 2 Coríntios 1:21 diz que fomos ungidos pelo Espírito Santo, e isso é uma referência a sermos cheios do Espírito Santo de Deus.
Por ser algo espiritual, muitos dizem que não sentem ou não veem nenhum sinal desse ato de Deus.
Porém, ainda que você não sinta nada, as pessoas que estão ao seu redor precisam sentir esse aroma suave, o perfume de Cristo.
Nós precisamos exalar a unção que recebemos através do nosso estilo de vida.
No texto de João 12 vemos que quando Maria unge os pés de Jesus com um óleo aromático, todas as pessoas que estavam na casa puderam sentir o perfume daquele óleo.
Se você entendeu que foi ungido pelo Espírito Santo, entenda também que precisa exalar esse perfume, é como se esse perfume fosse a sua marca, a marca de um Cristão.
Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém (1 Pedro 4:11).
Eu quero ser reconhecido pelo perfume, mas não o meu, mas o de Cristo, pelo poder do Espírito Santo.

Confia na fidelidade DELE

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se o seu nome Mara” (Êxodo 15:23).

Até chegarem a Mara, os israelitas cantavam louvores e eram felizes.
Como os problemas começaram toda felicidade acabou.
Eles tinham atravessado o Mar Vermelho em terra seca, e visto o exército egípcio ser destruído por Deus.
Apenas três dias depois começaram a murmurar.
Foi só chegar o cansaço para eles mudarem de atitude.
Antes louvavam, passaram a murmurar.
Estavam com sede.
Chegaram a um lugar onde havia água.
Quando viram o líquido precioso seu humor melhorou, mas quando foram beber…
As águas eram amargas.
Imediatamente se viraram contra Moisés com espírito de murmuração (Êxodo 15:24).
Ao invés de oração, murmuração.
Povo ingrato.
Esqueceram do Deus que havia transformado as águas do Nilo em sangue.
E, o Senhor misericordioso tornou as águas doces: “E ele (Moisés), clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces;” (Êxodo 15:25a).
Moisés clamou ao Senhor, Provedor de nossas vidas, porque ele sabia que Deus estava com eles.
Deus, por diversas vezes, prova a nossa fé.
As provações pelas quais passamos não querem dizer que Deus nos abandonou.
Não!
Quando as tribulações chegarem não devemos murmurar, mas ORAR.
Devemos sempre clamar a Deus em tempos de necessidade.
As nossas águas amargas se tornam doces se lembrarmos que “todas as coisas contribuem para o nosso bem” (Romanos 8:28).
Temos um Deus que faz a morte virar vida e faz-nos mais que vencedores!

Esperança e fé

“Mas nós, pela fé, aguardamos mediante o Espírito a justiça pela qual esperamos” (Gálatas 5:5).

Em Romanos 15:12, o apóstolo Paulo diz: “E outra vez diz Isaías: Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão”.
Isto quer dizer, em Jesus, os gentios, os não judeus, terão esperança.
A esperança não se desassocia da confiança.
De fato, a esperança está profundamente ligada à fé que, em essência, é confiar.
Esperança e fé estão profundamente relacionadas.
O apóstolo Paulo tinha zelo pastoral e não ficava satisfeito com qualquer coisa que não significasse uma rica e abundante experiência de esperança em Deus.
No capítulo 15 de Romanos, Paulo discute várias questões de relacionamento interpessoal, e, na mente de Paulo, se as pessoas entendessem que O Deus de toda a esperança intervém, interage com Seus filhos, então elas poderiam olhar para as circunstâncias conflitantes e ter a certeza de que a esperança não seria frustrada.
Elas poderiam ter a esperança em Deus.
Por isso se você tem sofrido e sido assediado por pensamentos de morte, por pensamentos sombrios, por pensamentos de desesperança, esqueça-os, eles não vêm de Deus.
Você deve confiar em Deus, ter fé em Deus e viver o presente com base nesta esperança, na esperança que vem de Deus.

Conhecendo a vontade de Deus

“… para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2b).

Como podemos reconhecer a vontade de Deus?
Algumas vezes nos falta a clareza necessária para discernirmos a vontade de Deus, aqui algumas razões:
Desejos: É verdade que quando andamos no Espírito nossos desejos estão em harmonia com a vontade de Deus, mas muitas vezes nossos desejos estão na direção contrária dos melhores desejos de Deus.
A Bíblia nos apresenta o clássico exemplo de Jonas que não desejava ir para Nínive embora essa fosse a vontade de Deus.
Jesus nos mostrou a importância de nos certificarmos das nossas intenções quando orou pedindo a Seu Pai que passasse o cálice, mas que a vontade de seu Pai fosse feita. (Mateus 26:39).
Bênçãos: Nosso raciocínio nos diz corretamente que se Deus está abençoando é porque Ele está no negócio e se não está abençoando é porque não está no negócio.
O problema é como definimos a bênção de Deus.
Considere: Noé pregou por vários anos, mas não viu nenhuma “conversão”, no entanto estava fazendo a vontade de Deus.
Missionários que trabalham anos no campo, mas conseguem apenas um único convertido.
A vontade de Deus nem sempre está naquilo que parece ser mais popular e que todos estão fazendo.
Assim, mesmo que a clara vontade de Deus esteja na direção oposta dos nossos desejos e de nossa compreensão limitada sobre o que significa Sua “bênção” devemos nos submeter sabendo que a “vontade de Deus é boa, perfeita e agradável”.

Vida de qualidade

“E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10:28, 29).

O evangelho de João tem o objetivo de nos levar a crer em Jesus e, crendo Nele, tenhamos vida eterna.
Ele nos apresenta a grande motivação de Deus em relação às pessoas: o amor.
Este amor de Deus não é limitado a um pequeno grupo de pessoas, mas a dádiva de Deus, a dádiva do seu amor é para todo o mundo.
Este amor é expresso por ter Ele dado o seu bem mais precioso.
Deus nos deu Seu singular filho.
No que diz respeito aos homens, não há nada que possamos fazer para merecer esta dádiva.
É uma dádiva dos céus, é um presente de Deus. Os homens podem apenas recebê-lo.
Com isto, nós podemos concluir que uma pessoa não pode ser salva se não for pela fé.
Uma pessoa só recebe salvação se crer.
Crendo, confiando em Cristo ela pode encontrar a salvação e vida eterna.
Vida eterna é a nova qualidade de vida.
Vida eterna para aquele que crê é uma realidade presente e é uma possessão eterna.
Ninguém pode tirá-la de nossas mãos.
A vida eterna que Cristo disponibiliza a todo aquele que nele crê é uma realidade hoje para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Buscando a Deus

“Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás” (2 Crônicas 20:9).

Em 2 Crônicas 20:1 e 2, somos informados que Jeosafá descobriu que havia um grande exército esperando por ele em Gedi, que ficava ao lado oeste do Mar Morto, o que significava que o exército logo estaria em Jerusalém.
Em um minuto as coisas estavam bem, e no outro minuto estavam terrivelmente perdidas.
Você já sentiu esta sensação?
Num dia as coisas estão tranquilas, e no outro tudo parece desmoronar.
Num dia você está feliz, e no noutro recebe um diagnóstico terrível.
São problemas que surgem nas nossas vidas: uma enfermidade, uma demissão inesperada, tudo está bem, de repente tudo fica mal.
Era exatamente esta a situação que eles estavam enfrentando.
Jeosafá sentiu medo.
Medo não é problema, o que o torna problema é quando o medo se torna pecado, se torna algo que paralisa e coloca em xeque a bondade de Deus.
Os problemas de Josafá estavam crescendo repentinamente e Josafá buscava a Deus.
Como você responde quando os problemas surgem, quando as más notícias aparecem e o medo bate à sua porta?
O que fazer?
Busque a Deus.
O medo pode ser o combustível que o leva a Deus.
É exatamente isso que tem que acontecer!
O medo é uma oportunidade para corrermos para os braços de quem podemos confiar: Deus.

Deus continua trabalhando

“E fazei isto, conhecendo o tempo. Já é hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Romanos 13:11).

Deus é o Deus de toda a esperança. Deus é Aquele que inspira a esperança.
Deus é Aquele que transmite a esperança aos Seus filhos.
Deus é a Fonte de toda a esperança. Se Deus é a fonte, então é Aquele que inspira, Aquele que compartilha a esperança.
Nós podemos ter a certeza de que Deus cumprirá todos os Seus propósitos, e desfrutaremos da esperança que Ele nos oferece.
Essa esperança será concretizada em nossas vidas. Devemos confiar em todos os propósitos de Deus, isto é, que estão vinculados à glória de Deus.
Podemos confiar nesses propósitos, pois eles serão cumpridos.
Na passagem acima, Paulo está estimulando os seus leitores que continuem tendo esperança da mesma maneira, num futuro distante, ou num futuro que não podemos mensurar
no momento.
Jesus Cristo consumará a história trazendo a lume tudo aquilo que esperávamos.
Da mesma maneira, Paulo tem certeza que num futuro imediato podemos confiar no Deus que continua trabalhando em toda a história e também trabalha nos nossos problemas, nas nossas dificuldades.
Podemos continuar confiando em Deus mesmo em meio aos problemas que estamos enfrentando.