“Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos” (Eclesiastes 7:9).
O renomado psiquiatra Dr. Harold Woolf descreveu o impacto das emoções como a ira dizendo: “A ira acelera as pulsações cardíacas, contrai as pequenas veias, diminui a quantidade de sangue que circula nos rins e influi no estômago, onde produz uma secreção de fluidos que corroem a membrana estomacal, produzindo formações ulcerosas”.
Certamente não queremos isso!
Mas, em primeiro lugar, ira nem sempre é um pecado.
Deus é que se ira (Salmo 7:11; Marcos 3:5), e os crentes são ordenados a se irarem (Efésios 4:26), isto é, não podemos perder nossa capacidade de indignação diante do que é injusto.
Duas palavras gregas são usadas no Novo Testamento para a nossa palavra “ira”.
Uma (orge) significa “paixão, energia”; a outra (thumos) significa “agitado, fervendo”.
No entanto, a ira se torna um pecado quando é causada por motivos egoístas (Tiago 1:20), quando o objetivo de Deus é distorcido (1 Coríntios 10:31), ou quando a ira permanece por muito tempo (Efésios 4:26-27).
Vale o sábio conselho de Paulo “Irai-vos, mas não pequeis”.
