O Dilema
“Acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos” (João 8:9).
Quando um problema de difícil interpretação e solução legal surgia era comum que os judeus levassem o caso até um rabino para conhecerem a decisão.
Então, os escribas e os fariseus tomaram uma mulher pega em flagrante adultério e levaram até Jesus.
O adultério era considerado um crime tão sério como homicídio e, por isso, a pena capital deveria ser aplicada.
O Dilema:
A) Se Jesus dissesse que a mulher deveria ser apedrejada, duas coisas se seguiriam:
1. Ele perderia sua reputação de amor, misericórdia.
Lembre-se, Jesus era conhecido por ser amigo dos pecadores.
2. Ele seria facilmente acusado de insurreição, pois os Romanos exigiam das províncias sob seu controle o direito de aplicarem a pena de morte (João 18:31)
B) Se Jesus dissesse que não apedrejassem a mulher, outras duas coisas se seguiriam:
1. Poderia ser condenado como falso profeta por contrariar a Lei.
2. Poderia ser acusado de aceitar e até de encorajar relações impróprias como o adultério.
O que fez Jesus: ‘inclinou-se e escrevia com o dedo na terra’.
Talvez escrevesse os pecados deles.
Os fariseus insistiram em uma resposta e a receberam: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.”
Dilema resolvido!
